Angústia, Ansiedades, Sintomas e Insatisfações atuais - qual a relação entre elas e a nossa Criança Interior?
- 3 de mar.
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Quando nos incomodamos com nossas angústias, ansiedades, sintomas e insatisfações atuais, muitas vezes incompreensíveis ou mesmo injustificáveis, e esse incômodo é suficiente para termos a humildade de aceitar que precisamos de ajuda e a buscamos, nos oferecemos, nesse momento, a chance de realizar a auto investigação necessária para nos tornarmos capazes de cuidar das feridas da nossa Criança Interior.
Essa expansão da autoconsciência é necessária para que a nossa Criança Divina - a criança que éramos ao nascermos - possa surgir novamente, confiante em ter seu lugar no mundo, liberando assim a sua criatividade, a sua ousadia, a sua alegria e prazer de viver, o seu encantamento sagrado com a vida.
Quando exploramos o sistema de crenças e os mecanismos de defesa criados pela nossa criança ferida, na tentativa de compreendê-los para podermos trabalhar nas limitações que eles hoje nos impõem, temos a chance de criar cada vez mais espaço para que a nossa Criança Divina possa se expressar de forma livre novamente.
Ao realizarmos esse trabalho de auto investigação, temos a oportunidade de nos aproximar mais e mais da coerência entre o nosso ser essencial interno e sua expressão livre e confiante no mundo.
O trabalho com a Dor Original (dor da criança ferida) é o trabalho com o sentimento de perda da confiança em sua própria expressão e no acolhimento esperado do outro e, em consequência, de perda de partes da sua essência, partes que o não acolhimento do outro tornou 'indesejáveis', inadequadas, das quais nos desconectamos, uma exclusão auto imposta na tentativa de garantir o pertencimento.
COMO A NOSSA CRIANÇA DIVINA É FERIDA?
Ao nascermos, nos encontramos numa situação de absoluta dependência do outro. As crianças são dependentes e carentes por natureza, por ainda não terem recursos próprios para satisfazer suas necessidades básicas.
Quando chegamos aqui na Terra, chegamos com a capacidade de nos maravilharmos com tudo que se refere a essa nova aventura que é viver. Tudo é estimulante e interessante para a Criança Divina que acabou de chegar. Em sua inocência não conhece risco, dor, frustração, medo. Ainda não. Ela vem da Unidade, onde tudo é perfeito e ainda guarda em si, a experiência da presença do Amor Incondicional e da ausência do Medo.
Ela ainda não sabe que chegou num mundo imperfeito e dual, onde existem as polaridades — certo/ errado, feio/bonito, bom/mau, bem/mal, permitido/proibido, pobre/rico, sucesso/fracasso, competente/incompetente, forte/fraco, coragem/covardia, medo/amor, etc.
O impulso natural de explorar da Criança Divina é acompanhado do otimismo ao agir. Não passa pela sua cabeça que alguma ação sua possa gerar repreensão, repressão, desqualificação, punição. E é justamente por conta desse estado natural de otimismo, somado à inocência natural infantil, que a Criança Divina pode ser ferida por seus responsáveis quando eles não conseguem atende-la de forma suficientemente boa em suas necessidades básicas, tanto as físicas quanto as emocionais.
Ela chega ao mundo totalmente confiante, por isso ela é profundamente vulnerável ao outro, não sabe se defender.
Seus primeiros professores são os seus responsáveis. Ela precisa deles para aprender sobre si mesma, sobre o que esperar do outro e da vida. Nessa relação, a Criança Divina desenvolve suas forças interiores.
Se seus responsáveis conseguirem atender às sua necessidades físicas e emocionais de forma suficiente, ela passa a confiar no mundo exterior para atender às suas necessidades — o mundo é amigo, tudo é possivel e está disponível. E, também, a confiar em si mesma por se sentir vista, acolhida e valorizada em sua expressão. Essa confiança e otimismo inatos formam a espinha dorsal dos dons naturais e são os pilares da 'fé infantil'.
Quando a Criança Divina não é atendida de forma suficiente nas suas necessidades, quando é tolhida na sua expressão natural, quando é julgada, envergonhada, negligenciada, a sua confiança no outro e em si mesma é prejudicada. Essa insuficiência - a negligência, a sensação de desamparo, etc - é a razão da Dor Original.
A Criança Divina, agora machucada, se sente só e com medo, dando lugar à Criança Ferida, defendida, desconfiada.
Mas a Criança Ferida não desiste da vida, é guerreira! Seu instinto de sobrevivência, somado à sabedoria do espírito que a habita — que sabe que toda experiência vivida tem um sentido para a jornada evolutiva que veio viver — a torna vitoriosa em sobreviver, garantindo assim a chegada do nosso Adulto à vida. Aguardem! :) CONTINUA NO PRÓXIMO POST...




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